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CREFITO-15 tem ampla atuação nas causas pelas pessoas com deficiência

No Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado nesta terça-feira, 21 de Setembro, convidamos a Dra. Marcelly Marques, que é fisioterapeuta e representa o CREFITO-15 no Conselho dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Cariacica (COMPED), contou um pouco sobre como é a atuação da instituição e quais são suas conquistas. Para ela, todos os integrantes da sociedade precisam atuar pela inclusão. Ao final, ela deixa uma mensagem para a pessoa com deficiência: ”O mundo te espera e você é capaz de ser quem você sonha ser”.

Confira abaixo a entrevista na íntegra.

1 – Como é a atuação do Crefito-15 no Conselho dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Cariacica (COMDPED)?

O CREFITO-15 atua como um dos representantes da sociedade civil junto ao Conselho, articulando o conhecimento que possui na atenção da pessoa com deficiência com as demandas que surgem, colaborando com as demais áreas de conhecimento, a fim de garantir os direitos da pessoa com deficiência.

2 – O que tem sido feito na prática para a melhoria das condições das pessoas com deficiência?

Propomos e deliberamos sobre ações para os planos e programas do município de Cariacica referente à promoção e à defesa dos direitos das pessoas com deficiência; realizamos reuniões mensais para traçarmos estratégias de acompanhamento, monitoramento, avaliação e fiscalização das políticas destinadas à pessoa com deficiência; realizamos ações de conscientização popular, mostrando que a inclusão da pessoa com deficiência é um dever com a coletividade.

 

3 – Não é a primeira vez que o CREFITO-15 integra algum conselho municipal de Saúde. Como você vê a participação da autarquia nessas organizações? 

Vejo como sendo de grande importância porque cabe a todos os integrantes da sociedade lutarem para que a inclusão social da pessoa com deficiência seja uma realidade brasileira.

4 – Como as cidades têm se preparado para atender as necessidades das pessoas com deficiência? 

Na verdade, a questão de inclusão da pessoa com deficiência em todos os recursos da sociedade ainda é muito incipiente no Brasil. De acordo com o IBGE, cerca de 24% da população brasileira é composta por pessoas com deficiência física, que precisam lutar diariamente para ter o mínimo de mobilidade que deveria lhes ser de direito. Os avanços estão vindo devagar, mas esse ritmo precisa de mais força. Para as pessoas com deficiência no Brasil, não é fácil sair de casa e muitos locais não dispõem das adequações exigidas na lei.

5 – A Fisioterapia acaba sendo fundamental para a reabilitação e o ganho de autonomia para pessoas com deficiência. O que você identifica como fundamental no atendimento de um fisioterapeuta a um paciente com deficiência?

O fundamental para mim no processo de reabilitação é envolver o paciente neste trabalho, promovendo um engajamento para otimizar os resultados. O atendimento é sempre voltado para a funcionalidade. Desta forma, facilita a compreensão do que lhe é proposto para que possa voltar a realizar suas atividades, mesmo que de forma adaptada, assim promovendo o seu bem-estar.

6 – Como o fisioterapeuta pode se diferenciar nesse tratamento?

Além de atuarmos no tratamento de funções motoras, não podemos nos esquecer de prevenção de complicações e adaptação funcional para melhora da qualidade de vida. Trabalhe de forma positiva, estimulando a pessoa com deficiência e deixando-a confortável durante a Fisioterapia.

7 – Que mensagem você deixa para as pessoas com deficiência?

Descubra suas habilidades, se reinvente, não fique preso às suas limitações. O mundo te espera e você é capaz de ser quem você sonha ser.

8 – E que mensagem você deixa para os profissionais de Fisioterapia que desejam atuar ou já atuam junto a pessoas com deficiência?

É importante o fisioterapeuta ter uma abordagem ampla, identificando as particularidades de cada indivíduo, suas preferências, necessidades e vontades para o futuro. Trabalhando de forma positiva em relação ao tratamento, estimulando a pessoa com deficiência a perceber os ganhos que pode ter com a terapia.

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