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Terapia Ocupacional e Saúde da Família: combinação que auxilia o indivíduo a significar a vida

A terapeuta ocupacional Dra. Mariane Ribela Maricon atua no Centro de Atenção Psicossocial em Álcool e Outras Drogas (CAPsAD) em Vila Velha e no CAPs Transtorno de Cariacica. Com base em sua experiência, ela nos conta um pouco sobre a função da Terapia Ocupacional no contexto da Saúde da Família, que é de extrema relevância para o tratamento do indivíduo, buscando inseri-lo em ocupações significativas. Dra. Mariane é graduada em Terapia Ocupacional pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), tem pós-graduação em Residência Multiprofissional em Saúde do Idoso e é mestranda em Psicologia Escolar.

1.      Qual a função da Terapia Ocupacional na Saúde da Família?

R- O terapeuta ocupacional é um dos profissionais que podem compor os Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF). O profissional que atua nessa função tem uma visão mais generalista sobre processo de saúde e doença. A função dos profissionais é desenvolver ações de prevenção de doenças e promoção de saúde, seguindo os eixos e propostas de ação do Ministério da Saúde, que são: saúde do idoso; criança e adolescente, saúde da mulher, da gestante, saúde do homem, dentre outras. Desenvolve-se estratégias de matriciamento, objetivando construir projetos coletivos com as equipes de Saúde da Família  ou, realiza atendimentos individuais emcasos considerados graves. O que diferencia o profissional nesta função dos outros profissionais que compõem o NASF é que o terapeuta ocupacional tem o olhar para o cotidiano do indivíduo. Ele busca inserir os indivíduos nas ocupações significativas.

2.      A Estratégia Saúde da Família, do Governo Federal, afirma: “Um ponto importante é o estabelecimento de uma equipe multiprofissional (equipe de Saúde da Família – ESF) composta por, no mínimo: (I) médico generalista, ou especialista em Saúde da Família, ou médico de Família e Comunidade; (II) enfermeiro generalista ou especialista em Saúde da Família; (III) auxiliar ou técnico de enfermagem; e (IV) agentes comunitários de saúde. Podem ser acrescentados a essa composição os profissionais de Saúde Bucal: cirurgião-dentista generalista ou especialista em Saúde da Família, auxiliar e/ou técnico em Saúde Bucal.”. Portanto, a presença de terapeutas ocupacionais neste grupo não é obrigatória. Então, como se dá essa participação?  

R- Teoricamente as equipes são compostas de acordo com a visão da gestão. E sendo assim temos poucos profissionais que hoje atuam nesse cenário, até mesmo porque existe um desconhecimento muito grande com relação à atuação dos terapeutas ocupacionais.

3.      Como é ver a evolução do paciente a partir da interferência da Terapia Ocupacional?

R- É gratificante, pois o terapeuta ocupacional auxilia o indivíduo a significar a vida. E com  a evolução dos casos podemos ver nos pequenos gestos e fazeres humanos um significado para viver. Costumo dizer que passamos a dar valor à vida através do olhar dos nossos usuários.

4. Como é a relação com as famílias dos pacientes? Como elas podem fazer a diferença no tratamento do paciente?

R- Costumo dizer que as famílias são parte integrante do processo de tratamento.

5.     Tem alguma experiência marcante que gostaria de relatar atuando nesta especialidade?

R- A experiência da época da graduação e pós graduação na qual atuei nas Unidades Básicas de Saúde. Para mim foi uma das melhores experiências que tive, pois neste campo temos a possibilidade de estar no território do indivíduo e, sendo assim, de acompanhar os usuários de forma integral, entendendo o contexto  de forma biopsicossocial.

6.      Como vê a realidade da Terapia Ocupacional no Espírito Santo?

R – Considero uma área em expansão. Entretanto, existe pouco conhecimento sobre o que é a Terapia Ocupacional.

7.      O que recomenda para quem está começando a carreira e tem interesse na área de Saúde da Família?

R- Recomendo que nunca se esqueça de que o indivíduo possui um contexto e uma singularidade própria. E que estar no território nos possibilita ver e reconhecer os aspectos individuais que levam ao adoecimento. O saber popular histórico e o indivíduo devem sempre ser considerados.

 

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