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A reabilitação na covid-19

O Dr. Victor Gaspar Dutra conversou conosco sobre a importância da Fisioterapia a partir da especialidade de reabilitação cardiopulmonar. Ele destacou o caráter fundamental do treinamento e capacitação profissional para um tratamento mais assertivo. Confira a entrevista completa abaixo!

Após a internação em uma UTI, os pacientes acometidos pela COVID 19 precisam de um tempo para recuperar suas Funções. Quando ele deve ir para uma Clinica de recuperação pós-UTI?

O paciente está apto para ser transferido para um Hospital ou Clínica de Transição no momento em que apresenta estabilidade Clínica. Essas instituições estão preparadas para dar continuidade à reabilitação com toda Equipe Multidisciplinar. O paciente que tem acometimento leve ou moderado da COVID 19 normalmente tem alta Hospitalar diretamente para o domicilio. Esse paciente deve continuar a reabilitação imediatamente após a alta!

Que trabalho é desenvolvido nesse tipo de Clínica?

Trabalhamos para recuperar as funções do paciente, devolvendo o mesmo à sociedade com capacidade de participar das atividades novamente. A COVID 19 tem desenvolvido um quadro de fraqueza muscular generalizado e diminuição da capacidade pulmonar. O Fisioterapeuta desenvolve um plano terapêutico individualizado para cada paciente, enfatizando a recuperação das funções acometidas durante o internamento.

Como tem sido a recuperação dos pacientes que passaram por essa internação?

Os resultados são muito satisfatórios. Todos os pacientes apresentam desenvolvimento das funções que apresentaram limitações durante o internamento. Importante reforçar que esses pacientes quando tem alta do Hospital ou Clínica de Transição, continuam a reabilitação no domicílio ou na Clínica/Consultório de Fisioterapia.

Qual o papel do Fisioterapeuta neste tipo de Clínica?

O Fisioterapeuta tem papel fundamental nesse período. Todos os pacientes chegam com muitas limitações, principalmente as que acometem o Sistema Cardiorrespiratório. Devemos realizar uma avaliação bem detalhada, utilizando Escalas e Ferramentas para que consigamos desenvolver e aplicar o Plano Terapêutico e finalmente reavaliar o paciente e apresentar os resultados.

Tem sido uma boa oportunidade de trabalho para o Fisioterapeuta?

Sim. Sabemos que a Pandemia está impactando diretamente na saúde de todos que se contaminam com o vírus e indiretamente em toda a sociedade devido às restrições. A Fisioterapia está mostrando sua importância na reabilitação desses pacientes e como uma Especialidade na área da Saúde que participa em todas as esferas da assistência. Tenho atuado na assistência domiciliar dos pacientes acometidos pela COVID 19. Importante enfatizar que o trabalho é em conjunto com o Médico. Não devemos assumir um paciente sem o acompanhamento do profissional Medico por se tratar de uma patologia que necessita da prescrição de fármacos. O Fisioterapeuta deve acompanhar o paciente em todas as fases da COVID. Durante a fase inicial onde o paciente apresenta hipoxemia e dispnéia, o Fisioterapeuta assiste o paciente com a oxigenoterapia, Ventilação Não-Invasiva e técnicas para auxiliar a expectoração (quando necessário). Após a melhora da oxigenação, iniciamos o trabalho de fortalecimento e condicionamento cardiorrespiratório. Importante registrar que o Fisioterapeuta deve utilizar os EPI’S adequadamente para não se contaminar.

Como vê o momento atual da pandemia?

Continuamos vulneráveis ao vírus. Sabemos que a vacina, o distanciamento de pessoas, o uso de máscara e a higienização das mãos são os recursos que comprovadamente tem resultado. Estamos focados na fase inicial e aguda da COVID 19. Temos que nos preocupar com melhores estruturas de Reabilitação para os pacientes que conseguiram passar pelo momento agudo e que ficaram com limitações e/ou incapacidades.

Que orientação pode dar para os Fisioterapeutas que desejam trabalhar nesta área?

Se preparem com muito conhecimento! Estamos convivendo com uma situação nova para todos. Reabilitar um paciente não é prescrever exercício com carga de forma aleatória. Devemos ter ferramentas de avaliação para que possamos dosificar e quantificar os exercícios prescritos. Quando fazemos a avaliação e prescrição correta, colhemos os resultados esperados!

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