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“Tento pensar na profissão e na diferença que posso fazer na vida dessas pessoas”, diz fisioterapeuta que trabalha em UTI cuidando de pacientes com a Covid-19

O fisioterapeuta é um dos profissionais da saúde essenciais no enfrentamento da Covid-19.  Entre suas atribuições, estão o controle direto da ventilação mecânica através da análise diária dos índices de oxigenação e a realização de adequações necessárias por meio de ajustes nos parâmetros ventilatórios. São os fisioterapeutas que também realizam a aspiração de secreções e coletam materiais para a amostra de pesquisa da Covid 19.

Thaís Fonseca Silva está entre os profissionais da Fisioterapia que, todos os dias, deixam suas famílias e seguem rumo a uma dura realidade, provocada por esta doença que atinge o mundo todo. Membro da equipe de UTI de um dos hospitais da Grande Vitória, Dra. Thaís relata como é sua rotina no trabalho.

“Estamos vivendo um momento sem igual e o número de pacientes graves nos últimos dias realmente vem aumentando. Tem plantões muito conturbados, que não conseguimos parar para respirar. Às vezes, acontece intercorrência com mais de um paciente ao mesmo tempo e somos nós que temos que resolver as situações referentes a toda parte ventilatória dos mesmos. Saímos desses plantões esgotados física e mentalmente”, destacou.

Dra. Thaís explica que cada fisioterapeuta fica responsável por dez pacientes internados na UTI. Há dias que seus plantões duram 18 horas e, ainda assim, ela trabalha diariamente. A profissional conta também sobre o medo de uma possível contaminação, tendo em vista a proximidade com os enfermos.

“Pensamos diariamente se vamos contrair a doença e ficamos apreensivos de passar para nossa família, que é nosso bem mais precioso. Peço a Deus que nos proteja e nos dê forças para realmente fazer a diferença na vida dessas pessoas que estão internadas com a Covid 19”.

Apesar do cenário difícil que enfrenta, Dra. Thaís tem orgulho do que faz e sabe que, mesmo com os riscos da profissão neste momento, os pacientes vêm em primeiro lugar.

“Em nenhuma forma penso em abandonar o barco porque a nossa presença nesse momento, a nossa ajuda, é de fundamental importância. Acho que eu deixo ‘eu’ e tento pensar na profissão e na diferença que posso fazer na vida dessas pessoas”, se emociona.

Thaís é casada e mãe de uma filha de 5 anos. “Meu marido e minha filha estão ficando em casa o tempo todo enquanto estou no hospital. Minha filha, apesar da idade, já entende bastante coisa. Ela já fala: ‘mamãe vou esperar você tomar banho pra te dar um abraço’. Teve um dia que falei pra ela que não queria ir trabalhar naquele dia, que queria ficar com ela, e ela me respondeu: ‘Mamãe, você precisa cuidar das pessoas. Se você não for quem vai cuidar?’. Ai sigo mais tranquila sabendo que ela entende que a minha ausência nesse momento é por um bem maior”, finaliza.

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