No Dia Internacional da Mulher, conheça a história da 1ª terapeuta ocupacional de Colatina

Crédito da foto: Matéria Caderno de Sáude - Revista Minha

Para o Dia Internacional da Mulher, escolhemos uma mulher com uma grande história para ilustrar essa data. Com 14 anos de profissão, a terapeuta ocupacional Dra. Ana Penha Barros se orgulha de sua trajetória.  Foi a responsável por levar a Terapia Ocupacional para o município de Colatina, norte do Estado, onde reside até hoje e possui um consultório. Como ela mesma diz, em um momento em que ninguém sabia do que se tratava a profissão, ela acreditou e foi pioneira em Colatina.

Dra. Ana Penha conta um pouco da sua vida, fala sobre como a profissão pode ajudar mulheres e da sua paixão pela Terapia Ocupacional. Confira!

  • Por que escolheu a Terapia Ocupacional?

Meu pai era fisioterapeuta e, por conta da influência que tinha dentro de casa, fui para Vitória decidida a fazer Fisioterapia. Foi quando conheci a Terapia Ocupacional e me apaixonei. Me formei em 2004. Na época, minha turma era a segunda do Espírito Santo. Em Colatina não havia nenhum profissional na área, o que me daria a chance de levar a profissão para a minha cidade.

Lembro como se fosse hoje dos meus professores e outros conhecidos dizendo: “Você é doida. Ninguém sabe o que é Terapia Ocupacional”. Catorze anos depois me orgulho da escolha que fiz e por ter sido pioneira na profissão na minha cidade. A profissão me possibilita ajudar pessoas com os mais diversos problemas e isso é gratificante.

 

  • Qual é o maior desafio do terapeuta ocupacional nos dias de hoje?

Acredito que o maior desafio seja fazer as pessoas conhecerem a profissão, o que é a Terapia Ocupacional. Já ouvi que eu era uma “fisioterapeuta ocupacional”  e “psicóloga fisioterapeuta”. Fazer a profissão ser conhecida é, sem dúvidas, o maior desafio.

 

  • Existe alguma experiência marcante nesses 14 anos de profissão?

Sim, várias, mas uma em especial me marcou muito. Tive um paciente dependente químico que já vivia há 15 anos fumando crack. Ele estava querendo sair dessa vida e um médico o orientou a procurar um terapeuta ocupacional. Lembro que quando ele chegou pesava 32kg. Isso foi muito chocante.

Gosto de entrar na vida das pessoas e com ele não foi diferente. Montei, com a ajuda de colegas, uma casinha para ele. Também fizemos uma festa em comemoração ao fato de ele estar há um ano “limpo” e ainda conseguimos um emprego para ele. Salvamos, resgatamos uma vida. Isso não tem preço.

 

  • Então resgatar uma vida é o principal benefício da sua profissão?

Sem dúvidas. O poder de mudar a vida das pessoas, ajudar a resgatar coisas que elas faziam, ensinar algo que elas não sabiam…Isso é muito interessante. Atendo crianças que não sabiam brincar, indivíduos que não conseguiam tocar um instrumento e agora eles conseguem! Fazer a pessoa ter uma vida normal é muito prazeroso.

 

  • Falando sobre o Dia Internacional da Mulher, como a Terapia Ocupacional pode ajudar as mulheres?

Todo ano eu dou uma palestra na qual o público, em sua maioria, é do sexo feminino. Nessas ocasiões, dou muitas orientações sobre a saúde da mulher e também damos suporte em relação ao fato de serem mães, profissionais, esposas. Como lidar com tantos papeis? Sempre digo que é preciso ter uma separação. Por exemplo: agora sou profissional, depois preciso assumir o papel de mãe, ter olhar de esposa. E sempre digo: você pode ser o que você quiser.

 

  • O que recomenda para quem está começando a carreira?

Acima de qualquer especialização, recomendo ter amor pelo o que faz e dedicação. Se você for olhar as estatísticas vai acabar desistindo da profissão, pois ninguém sabe o que é. É preciso acreditar! Digo pela minha história. Há 14 anos, ninguém sabia o que era Terapia Ocupacional. Hoje trabalho e tenho sucesso no que escolhi para mim. Quem faz acontecer é você!

Minicurrículo:

Ana Penha Barros é pós-graduada em Membro Superior com ênfase em mão pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais  (CMMG) e graduada em Terapia Ocupacional pela Faculdade de Ciências e Saúde de São Pedro (Faesa). É especialista, mestre e instrutora do método Self-healing de Meir Schneider. Possui formação em Terapia do Campo do Pensamento, formação em PNL, Coaching  e Formação, e programas motivacionais.  Possui curso de Adaptações e Orteses para Membros Superiores na Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR)-RJ, curso de Capacitação em Baixa Visão realizada pelo departamento de Oftalmologia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

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