CREFITO 15 participa de Simpósio de Saúde Mental em Cachoeiro, realizado pela Secretaria de Estado da Saúde

Em comemoração ao Dia Mundial da Saúde Mental, foi realizado, nesta quarta-feira (10), o I Simpósio de Saúde Mental da Região Sul de Saúde, em Cachoeiro de Itapemirim. Na ocasião, foram debatidos e apresentados os temas: “A Política de Saúde Mental e os Desafios para a Consolidação da Atuação Psicossocial na Região Sul”; “Vigilância Epidemiológica da Violência e Saúde Mental”; “Saúde Mental na Atenção Primária”; “Matriciamento em Saúde Mental”; e “O cuidado em Saúde Mental na Infância e Adolescência”.

A conselheira do CREFITO 15, Dra. Elizandra Rodrigues, terapeuta ocupacional que também é referência técnica estadual da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), participou do evento. Para ela, o simpósio foi uma grande troca de experiências e conhecimentos.

“Quando fazemos esse tipo de evento, trabalhamos desde o que era a política de saúde mental 30 anos atrás, enfatizando as necessidades de mudanças, relembrando todos os marcos teóricos do atendimento em saúde mental. E quanto mais se fala sobre um assunto, mais se aprende e mais se amplia o olhar. Conhecemos experiências exitosas de outras localidades, trocamos saberes, compartilhamos boas práticas”, comentou Dra. Elizandra.

 

Novos desafios.

Antes da Política Nacional de Saúde Mental, amparada na Lei 10.216/2001, pacientes com transtornos mentais eram internados em instituições afastadas dos centros urbanos e ficavam longe da família e da comunidade, o que ocasionou muitas histórias de abandono e perda de vínculos familiares. Em 2016, o Governo do Estado encerrou o vínculo que possuía com um serviço de internação psiquiátrica adulto, em Cachoeiro de Itapemirim, e transferiu os 21 pacientes que ainda estavam na clínica para residências terapêuticas, virando a página das internações psiquiátricas de longa permanência na rede pública de saúde do Espírito Santo.

Hoje, segundo Dra. Elizandra, os desafios são outros e estão muito relacionados à necessidade de sensibilizar gestores e profissionais para a importância de estruturar e fortalecer a rede básica de atendimento em saúde mental e indicar a internação como último recurso, depois que todas as tentativas extra hospitalares tiverem sido utilizadas e esgotadas, seguindo o que recomenda a Política Nacional de Saúde Mental.

Atualmente, a Região Sul de Saúde concentra o maior percentual de internações compulsórias de pacientes com transtorno mental. Das 724 solicitações de internação compulsória feitas à Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) em 2017, 45% tiveram origem em municípios do Sul. A região possui, ainda, a maior taxa de internação do estado.

“Aqui no Sul, precisamos que todos os municípios com menos de 15 mil habitantes tenham equipe de referência em saúde mental para dar suporte à Estratégia Saúde da Família, já que essas cidades não têm parâmetro populacional para abertura de Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). E precisamos que os municípios com parâmetro para implantação de CAPS que ainda não dispõem desse serviço passem a tê-lo”, resume a referência técnica estadual da RAPS na Região Sul de Saúde.

Participaram do Simpósio profissionais da RAPS da Região Sul, além de profissionais da rede de atendimento intersetorial, como Centro de Referência da Assistência Social (CRAS), Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), Conselhos Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente, Conselhos Municipais do Idoso, familiares de pacientes e usuários dos serviços de saúde mental da região. Ao todo, 166 profissionais se inscreveram no evento.

 

Com informações do site da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).

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