A Fisioterapia Pélvica e o tratamento no Câncer de Próstata

Estamos em Novembro Azul, mês de conscientização sobre o câncer de próstata, considerado ainda um tabu entre os homens. Para esclarecer algumas dúvidas e mostrar como a Fisioterapia atua no tratamento da doença, convidamos a Dra. Raquel Coutinho Luciano Pompermayer, fisioterapeuta pélvica, mestre em Políticas Públicas pela EMESCAM e professora do curso de Fisioterapia da EMESCAM. Confira a entrevista na íntegra!

1)      Novembro é o mês de conscientização sobre o câncer de próstata. Por que se fala tanto nesse tipo de câncer?

A incidência do câncer de próstata vem aumentando muito nos últimos anos. A conscientização é importante porque, se diagnosticado previamente, aumenta-se muito a possibilidade do tratamento com melhor prognóstico e de cura.

2)      Quais os cuidados que os homens devem ter para se evitar o câncer de próstata?

Os cuidados com a saúde como hábitos de vida, atividade física e alimentação equilibrada colaboram com a prevenção de qualquer tipo de câncer, mas não necessariamente vão evitar que aconteça devido ao componente genético dessa doença. Como cuidado é importante realizar a consulta com o urologista e os exames de PSA e o toque para um diagnóstico precoce.

3)      Quando se recebe o diagnóstico positivo da doença, qual o primeiro passo para o tratamento?

A conduta após diagnóstico do câncer de próstata dependerá do estadiamento do tumor. Dentre as possibilidades existem a: cirurgia, a radioterapia e, em alguns casos mais agressivos, a quimioterapia também entra como tratamento adjuvante.

4)      De que forma a Fisioterapia pode atuar com pacientes acometidos pela doença?

A Fisioterapia atua nas comorbidades que esses tratamentos podem ocasionar. São elas: incontinência urinária e disfunção erétil, através de recursos fisioterapêuticos como a eletroestimulação, Biofeedback, e exercícios funcionais do assoalho pélvico.

5)      É possível que a Fisioterapia atue de forma preventiva também?

A Fisioterapia no pré-operatório ajuda no preparo da musculatura do assoalho pélvico, colaborando nos resultados das comorbidades do pós-operatório.

6)      Quais as dicas que a senhora pode dar para quem deseja trabalhar com esta especialidade?

Essa área da Fisioterapia exige conhecimento especializado e uma boa dose de empatia, por cuidar do ser humano de forma íntima.

7)      Como é o mercado para o fisioterapeuta que atua nesta área aqui no Espírito Santo?

O mercado para o profissional capacitado está em ascensão, muitas conquistas já foram realizadas, cientificamente e no campo de trabalho.

8)      Lembra de algum caso interessante de paciente que possa compartilhar conosco?

São muitos casos interessantes durante esses 16 anos de prática clínica, tanto em consultório como no ambulatório da Emescam, onde leciono, mas sempre têm os casos marcantes… Um senhor de 71 anos prostatectomizado, com uma incontinência severa de molhar a cadeira do consultório, ter alta completamente continente … Um outro que, além da incontinência, também apresentava queixa de disfunção erétil com resultados fantásticos com a Fisioterapia…

9)      Como é ver um paciente curado?

É a melhor sensação do mundo, mistura de dever cumprido com satisfação pessoal pelo sorriso e qualidade de vida restituída ao paciente. Amo o que eu faço e acredito sim que a Fisioterapia Pélvica pode mudar a vida das pessoas.

 

Conheça um pouco mais sobre a nossa entrevistada!

Raquel Coutinho Luciano Pompermayer

  • Fisioterapeuta Pélvica
  • Especialização em Saúde da Mulher pela UNICID- São Paulo
  • Especialização em Oncologia pelo Hospital Israelita Albert Einstein – São Paulo
  • Mestre em Políticas Públicas pela EMESCAM
  • Professora do curso de fisioterapia da EMESCAM
  • Proprietária da Pelvic Fisioterapia Pélvica

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